quarta-feira, 12 de novembro de 2014

La Bella Italia - Passeios Imperdíveis

A intenção inicial era fazer passeios independentes, mas por vezes foi mais cômodo aderir a um tour especializado, mesmo para ganhar tempo, como no caso de Cinqueterre, em que os horários de trem e a distância não colaboram com o turista autônomo. Foi tudo muito acertado em nossas escolhas. Tudo saiu a contento. Não tivemos nenhuma desistência ou contratempo insuperável. Conseguimos fazer todos os passeios agendados e contratados.
Na maioria dos casos, a escolha da empresa foi influenciada pela pesquisa no TripAdvisor. 


Utilizamos os serviços da Italian Days em Bolonha. Queríamos fazer o passeio proposto por eles,  o Italian Day Food Experience, mas queríamos também acrescentar uma visita à Maranello, onde fica a fábrica e o museu da Ferrari.
Propus e eles me fizeram uma oferta irrecusável. Ficou muito interessante passar o dia conhecendo e experimentando os sabores do queijo e do prosciutto e no final ir ver de perto todo aquele acervo do automobilismo.
O Alessandro, o guia, é muito dinâmico e alegre. Te deixa à vontade e fala de uma forma muito apaixonada. Não só explica, como nos leva a ver de perto todo o processo do parmeggiano, do acetto balsâmico e do prosciutto. É um passeio incrível porque podemos provar a cada explicação todos os produtos. Sem falar no almoço de encerramento que reúne massas e carnes numa confraternização entre amigos. A paisagem é outro elemento importantíssimo. Entre uma e outra parada, pudemos observar todo esplendor de uma região rica e produtiva, a variedade de cultivos e de cores.
Tudo foi fechado por email e o pagamento realizado apenas no final do passeio.
Pelo muito que significou pra mim, atribuo a nota máxima, 10 pra eles. Inesquecível.


Com a Ciao Florence pudemos conhecer os arredores de Florença, coisa que só conseguiríamos alugando um carro. São regiões da verdadeira toscana, Chianti com aqueles morros e vales todos plantados, tecendo uma colcha colorida diante dos seus olhos.
Escolhemos um passeio só de meio dia, de 14h as 18h, pois chegaríamos a Florença pela manhã, almoçaríamo e visitaríamos a Galeria Uffizi. Conheceríamos a paisagem e provaríamos algumas de suas especialidades: vinho com o selo Galo Nero, aceto e azeite. O pagamento podia ser feito em dinheiro ou em cartão no local de encontro, antes da saída do ônibus.
A primeira parada foi em uma produção familiar agrícola. Ouvimos sobre o processo de obtenção do aceto e vimos sua forma de estocagem. Em outra dependência da fazenda, tivemos uma série de degustações orientadas: vinho com queijo, aceto com sorvete, azeite com feijões e torradas. Tudo muito elaborado ao paladar e surpreendente, com explicações sobre a origem dos alimentos e a razão de estarem ali. Houve tempo para passar na lojinha onde todos os produtos consumidos estavam a venda.
Seguimos dali para Monteriggione, uma cidadela em cima do morro, encerrada por uma muralha. Muito interessante e pequena. Ali experimentamos o vinho Vinsanto e tomamos sorvete delicioso. Para subir na muralha, é preciso pagar uma pequena taxa. Vale a pena para ver a extensa paisagem, lá de cima, e se imaginar na época em que tudo ali estava no auge.
Antes de procurar uma empresa pra fazer esse passeio, avaliei seriamente as vantagens e desvantagens de se alugar um carro. Como dispunha de meio período do dia somente, concluí que não valia a pena, não só pelo preço, mas pela preocupação com estacionamentos e com o horário de devolução.
Ao retornar do tour, senti que tinha feito a escolha certa.



Minha primeira dúvida antes de fechar o passeio foi se eu conseguiria acompanhar o ritmo, pois há uma longa caminha a pé pelo parque, em terreno acidentado, com subidas e descidas. Relatei minhas preocupações a eles, inclusive a com uma hérnia de disco, e obtive imediata resposta sobre a distância e outros detalhes. Mesmo tendo sido a última a chegar ao destino nessa trilha, deu bem pra acompanhar o grupo.
Com o passeio agendado e pago pela internet, também saindo de Florença, partimos pontualmente de frente da estação de trem Santa Maria Novella às 9h. Havia dois guias e cada qual ficou com a metade do grupo, um explicando em língua inglesa e outro em italiano. Passamos por La Spezzia e descemos em Riomaggiore. Caminhamos pela parte alta da cidade, indo pegar o trem em Manarolla. De lá, caminhamos até Cornilha, onde almoçamos no restaurante Da Cecio. Muito bom e a paisagem é uma degustação à parte. Dali seguimos a tal trilha tortuosa e acidentada e maravilhooooooooosa. A vontade que dava era de parar e ficar admirando o mar turquesa lá embaixo. E tirar fotos e mais fotos. A chegada da caminhada foi pelo alto de Vernazza, onde ficamos admirando o mar quebrar nas pedras e depois apreciamos o delicioso gelatto. Pegamos um trem para Monterosso, onde tivemos tempo para um banho de mar geladíííííssimo, numa paisagem fabulosa. Tomamos um barco para Riomaggiore, com destino à Via dell'Amore. Pense num caminho beirando o penhasco e você se sentindo literalmente sobre o mar,um imenso mar pela frente, refletindo o sol já baixo do início da tarde. Nossa, que felicidade!!! Nem me dei conta do cansaço. Amei tudo. Ainda restava pegar o trem mais uma vez de Riomaggiore para La Spezia, de onde retornamos ao ônibus. Um dia de muita emoção.
Este passeio é oferecido pela conceituado site de turismo Viator por um preço quase que duas vezes maior. No entanto descobri que a Viator agencia o Walkabout Florence para realizar seus passeios em Cinqueterre. Ou seja, você paga bem menos pela mesma qualidade.

Apesar de ter percebido já em Nápoles que o preço acordado não era dos mais baixos, foi uma tranquilidade contar com os serviços da Ravello Taxi. Combinei o trajeto que queria fazer à Costa Amalfitana com o Salvatore, por email, e tudo correu a contento. Fomos de Nápoles à Salermo de trem para encurtar o caminho e baratear o custo. De lá seguimos de táxi até Amalfi, percorrendo as sinuosas pistas da encosta, estreitinhas que só, motivo de minha desistência em alugar um carro. O visual é fantástico. Quem enjoa com facilidade deve considerar a pista sinuosa por demais. Lá ficamos na praia e almoçamos. Depois subimos de Openbus até Ravello para visitar a Villa Cimbrone e a Villa Rufolo. Na volta, nossos planos foram atrapalhados por uma festa religiosa na região, tornando incerto o retorno até Salerno. Salvatore nos propôs levar diretamente até Nápoles por um valor que julgamos justo. Aceitamos, embora fôssemos perder o valor da passagem de trem já paga. Em compensação, curtimos mais paisagens maravilhosas que cercam o Vesúvio, só que dessa vez admirando não mais o mar mas as montanhas. Foi um dia pra não esquecer, graças aos serviços da Ravello.



Depois de muitos blogs lidos, chegamos ao nome de Nunzio, um barqueiro de bons preços e certa proximidade com clientes brasileiros. Único porém: não retorna os emails com a rapidez que se espera. Tanto que, depois de tudo tratado, resolvi procurar outro porque não me respondeu minha última pergunta. Foi então que descobri a Capri Relax Boats. Tratei com o Andew, muito solícito e atencioso. Logo que relatei a ele meus acordos com o Nunzio, foi logo dizendo que ele trabalhava lá também e que estava tudo resolvido. Confiei e deu certo. No ponto marcado em Marina Grande, na hora exata, encontrei Andrew que logo destinou nossa embarcação. Ficamos com um barco exclusivo para nós. Toalhas e água foram oferecidas. Fizemos a volta em torno da ilha, passando pelos pontos principais, como A gruta azul (pagamento à parte e muito bem pago, diga-se com propriedade) e o Faraglione, incluindo paradas para banho. Nosso guia era muito jovem mas muito simpático e prestativo. Levamos 2h15min para percorrer a ilha. Um tempo de contemplação e lazer. Show! Recomendadíssimo.


VASTOURS

Em Roma, fizemos um passeio de meio dia à Villa Adrian e à Villa d'Este. Infelizmente não achei mais o link dessa empresa. Mas lembro-me de haver outras a oferecer o mesmo serviço. Optei pelo tour pelo motivo da agilidade. Fazê-lo por conta própria levaria muito tempo, muito desgaste e pouco proveito. As vilas não ficam tão distantes de Roma, mas não há um transporte direto até lá. Como quis dispor somente metade do dia para conhecê-las, o jeito foi contratar a excursão. Achei que valeu a pena. Não se ganha muito ficando mais tempo em cada uma delas.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

La Bella Italia - Onde Comi

Parmeggiano
Prosciutto
Massas

A terra da boa comida. Sim, com tantos ingredientes de dar água na boca, como comer mal? É fácil, fast food é má comida em qualquer lugar do mundo. Haverá quem passe quase um mês comendo pizza a talho na Itália? Com o perdão do trocadilho, duvido muito. O ditado de que tudo que é demais enjoa vai bem em qualquer situação gastronômica. Por isso, eu faço constar do roteiro minhas pesquisas de restaurantes, não só os comentados em blogs de viagens mas também os de sites especializados, como o Guia Michelin e Frommer's, cujo livro virou o meu de cabeceira por meses. Afinal, gosto é gosto mas há um quê de ciência por trás.
Não descartei as opções mais rápidas. Às vezes só dá pra pedir uma fatia de pizza e seguir caminhando, ou aproveitar a visita à feira de Campo dei Fiori (foto das massas) para comer umas frutas. Mas não será o objeto desse artigo.
Chegando ao ponto, falarei dos restaurantes destaque em minha viagem. O restante está no próprio roteiro.
O complicado, na verdade, não é escolher um bom restaurante na faixa de preço que te atenda. O complicado é achá-lo mais ou menos onde você vai estar, e funcionando naquela hora. Sim, porque fica inviável se deslocar para almoçar e se deslocar de novo após o almoço para continuar seu roteiro. Por isso, perco horas e horas até ter duas ou três opções pra escolher. Posso garantir que compensa, mesmo que nem sempre eu vá em uma delas e prefira me sentar na primeira cadeira mais próxima. Me sinto mais segura assim. 

Roma



Uma portinhola difícil de abrir. Mal dá pra notar que tem gente lá dentro. Estávamos quase indo embora quando alguém a abriu por dentro. Valeu a pena voltar. Polpettine di “Nonna Lella” é algo indizível de bom. Pedimos como entrada, mas dá pra ser o prato principal com acompanhamento. O gnocchi de batatas também estava maravilhoso. O espaguete com ossobuco saborosíssimo. 

2) Alfredo - O lugar é bem agradável. Ficamos na varanda da frente. Há vários retratos de pessoas famosas. Um deles, pra minha surpresa, o de Dom Eugênio Sales. Poucos dias depois de meu retorno da Itália, contando esse fato a minha mãe, ela me informa que ele falecera havia poucos dias. Triste coincidência. Bem, mas ao que interessa: é muito simples e muito bom o fettuccini a la Alfredo. O garçom faz a mistura da massa com o molho na nossa frente. Muito interessante. Até filmei. Vale a pena. Apesar da manteiga e do queijo, não é enjoativo. Sabor na medida certa.


3) Al Palazzaccio - Perto do hotel em que me hospedei, próximo à estação de metrô Lepanto. Local despojado, descontraído. Nas paredes, celebridades que ali estiveram. Seu carro-chefe: as trufas, certo tipo de cogumelo. Pedi então um Filetto di manzo chianino con tartufo nero. Humm, uma delícia. 


Nápoles

1) Da Michele - La vera pizza napolitana. Para o costume brasileiro, é uma massa nada crocante, meio puxenta, fina. Mas não é que eu adorei. Só servem dois sabores: margherita e marinara. Pouquíssima cobertura sem deixar de ser saborosa. O lugar é bem simples, com azulejos verdes nas paredes, fotos de famosos, como a da Julia Roberts, de quando filmou Comer, Rezar e Amar. Há certos horários em que se forma fila pra entrar. Conheço quem detestou a pizza. Em Brasília, na Bacco, há uma versão bem parecida, o que dá ao restaurante o selo da Associazione Verace Pizza Napoletana. Quem quiser provar antes pra não perder a viagem em Nápoles, seria uma boa pedida.

Penso que você deve estar disposto a experimentar os sabores, vivenciar as culturas sem preconceito. Comer pizza brasileira, se come aqui. Então, eu não só me disponho a provar, como me trabalho pra apreciar. O diferente pode ser tão bom ou melhor que aquilo que você está acostumado. Eu tinha lido tanto sobre essa pizza, que já gostava mesmo antes de comer.

2) Zi Teresa - Fica no Borgo Marinari, logo na entrada, à esquerda e abaixo. À noite há um burburinho por ali, as luzes se refletem na água do mar e a vista é simplesmente o castelo Dell'Ovo. Pedimos um filé. Estava bom, mas nada de excepcional. Eu voltaria para experimentar outro prato. Quem sabe? 

3) Doceria Leopoldo - Ficava do lado do hotel que me hospedei. Certo dia ao voltarmos de um passeio nos deparamos com uma aglomeração. Parecia mosca no doce. Todos comendo algo que logo me apeteceu, me encheu os olhos. Era a Baba com panna, uma espécie de chantili, e morangos pequenos, o fragolini. Após escolher, a atendente ainda rega com uma calda fina de rum com açucar. É maravilhooooso. Ai  que saudade!!!




Capri

1) Da Paolino - Uma unanimidade, mas engolimos pança. Não registrei que só abriam à noite. Como fomos pra almoçar, só deu mesmo pra conhecer o ambiente, que é realmente acolhedor, em meio aos enormes limões, pendentes nos caramanchões. Fica para a próxima, que haverá com certeza.


2) Restaurante do Hotel Relais Maresca - La Terrazza. Simplesmente a melhor muçarela de búfala que já comi na vida. Divina, divina. A vista é maravilhosa e o atendimento foi ótimo. Funciona na cobertura do hotel, que, aliás, é um brinco. Impressionou-me muito. Pedimos uma salada caprese como entrada. A muçarela de búfala, como disse, era algo de outro mundo: suculenta, cremosa por dentro, envolta a uma pele mais resistente por fora. O tomate pouquíssimo ácido e muito doce. Somado ao azeite saborosíssimo, nossa!!! Foi de suspirar.

E suspiro até hoje quando me lembro. Depois pedimos um gnocchi de batata e um ravioli. Maravilhosos. A batata tinha um sabor bastante adocicado também. Esse restaurante foi um achado, porque não constava das minhas anotações. Compensou toda a tristeza por termos dado com a porta na cara no Da Paolino. Provamos também o sorvete de limoncello. Muito interessante mas forte. Como íamos andar muito ainda, me contive. Seria um vexame sair por lá cambaleando.






Amalfi

1) Marina Grande


Como escolhemos comer em Amalfi para depois subir à Ravello, optamos por ficar no Marina Grande porque tem uma praia privativa, com espreguiçadeiras, toalhas, ducha, banheiros e serviço de bar. Para almoçar, pode-se escolher comer ali mesmo, ou subir ao restaurante, que tem uma vista agradável. Pedimos vinho da casa, Risotto vialone nano igp ai molluschi e crostacei e Ravioli di pasta cotta. Achei que o risoto estava um pouco insosso e que colocando queijo, resolveria. Pedi ao garçom que imediatamente respondeu: já há queijo no preparo. Ou seja, fiquei a ver navios. Tudo bem. Deu pra comer sem arrancar suspiros. O ravioli estava bem mais apetitoso. O serviço de praia e a vista compensaram.


Florença

Fomos à noite. Não quisemos ficar fora, nos toldos. Ficamos perto do balcão. Ambiente aconchegante e que poderia ser um pouquinho mais iluminado, por isso as fotos saíram bem estranhas. Mas não vi o restante dos ambientes.  Pedimos a Bisteca Fiorentina, um dos pratos recomendados e característicos da região. Humm, estava divina. Suculenta e ao ponto. Ao servir, a garçonete já foi cortando as partes, indicando as qualidades de cada uma, mostrando-se conhecedora do riscado. Imperdível. A entrada foi um musse de tomate com verduras e mussarela de búfala. Uma versão moderna da salada caprese. Muito boa também. Apesar de terem estranhado eu pedir vinho branco para acompanhar a bisteca, não se negaram a trazer. Uma gentileza que nem sempre encontramos em qualquer restaurante por lá.

Nos atrasamos na subida guiada à Duomo, o que nos fez procurar almoço por ali por perto mesmo. Num bequinho, mais para dentro, estava o Sasso di Danti. Logo me impressionou o estilo muito antigo. Pensei que estaríamos numa fria. Sorte que não. O restaurante é bem referendado. O prato que pedimos era bem simples, espaguete à bolonhesa, mas estava muito saboroso. Até errando nós acertamos.

3) Rivoire
Com o Rivoire é engraçado. As indicações são todas pra não ir, devido ao preço. Como está ali, na piazza Signoria, de frente para o Palácio Vecchio e para a enorme réplica do Davi, é uma tentação não entrar. Ainda mais como o calor de meio dia. Não deu outra, entramos. Não para tomar o delicioso sorvete, mas para almoçar. No verão, armam um toldo na frente. Mesmo com ele, a temperatura incomodava. Então, fomos para dentro, no ambiente climatizado. Outra sorte foi achar lugar. Era gente entrando e saindo o tempo todo. Indisciplinados como nós que não obedeceram aos guias.

Não queria massa, estava um pouco enjoada com o calorzão. Qual não foi minha surpresa ter esse prato lindo e frio. Sim, friiiiio. Lembrou muito nosso arroz de forno, mas a qualidade do arroz o aproximava muito do risoto. Pra mim foi um achado. Comi tudinho, tudinho e suspirei, admirando o Davi. Nem foi tão caro assim. Pena que não voltei outro dia pra provar o gelato.


Lucca

1) Restaurante Giglio

Atendimento bom. Local bastante requintado e agradável. Primeiramente queria ter ido comer no Buca di Sant Antonio, indicado pelo Frommer's. Mas estavam de férias e no site indicavam Giglio. Foi um acerto, por estar numa localização mais acessível e pela qualidade da comida. A brusqueta estava bem apetitosa, bem ao estilo que estamos acostumados aqui. Em seguida pedimos um risoto que não consegui encontrar no cadápio do site. Talvez tivéssemos feito alguma alteração no preparo, não lembro ao certo. Por fim, indicação da casa, lascas de vitelo com batatas assadas. Uma delícia. Enquanto esperávamos os pratos, alguém, entre os clientes, se levanta e começa a cantar uma música clássica à capela. Surpreendente, não fosse ali a terra de Puccini. Ainda sim foi lindo e inusitado. Distraiu-nos da demora no serviço, que não tirou o brilho dos sabores.



Cinque Terre

1) Da Cecio


Não sabíamos onde almoçaríamos em Cinque Terre, pois estávamos fazendo um passeio guiado pela região. O lugar logo chamou-me a atenção não só pela paisagem, como pela cobertura do terraço onde comemos. Só na volta pude certificar-me de que era o restaurante Da Cecio, outro bastante pontuado no tripAdvisor. O menu servido talvez fosse específico para o nosso grupo, já que tínhamos um cronograma a seguir. Havia entrada, que se podia escolher entre salada e frutos do mar, e o prato principal. Tudo muito bem preparado, bonito e saboroso. Foi uma parada restauradora.


Veneza









Com uma vista dessas, nem os mais gulosos iam ligar muito pra comida. E olha que estou nesse grupo. hehe 
Simplesmente de tirar o fôlego. Revendo essas fotos, fico a pensar como pode alguém dizer que não gostou de Veneza. Como gosto não se discute, meus olhos são meus guias. E as fotos mostram o que vi de belo por lá.
Passemos ao cardápio. Carííííssimo. Muito, muito caro. Mas, estando lá, não tive coragem de não sentar e pedir algo. Me preparei pra pedir somente um suco. E olha que já seria um assalto. Surpreendi-me com uma massa dentro das possibilidades financeiras da viagem. Claro, na minha cabeça, eu pagaria pela paisagem e não pelo prato. Foi o que me motivou.




Bologna

1) Diana

No Diana descobrimos que o molho bolonhesa é branco e a lasanha é verde. Nosso queixo caiu sim, mas aceitamos sem discutir. Afinal, não dominamos a língua muito menos o know-how. Há uma foto no site, vi depois.
O lugar é bem agradável. Há uma varanda, onde ficamos, mais informal que o ambiente fechado. Chamam atenção as massas cruas e carnes à mostra.
Como todo restaurante italiano, já nos aguarda uns pãezinhos e manteiga. No Diana, tinha também uns palitinhos de massa crocantes, industrializados, que encantou minha amiga. O atendimento também foi primoroso.
Pedimos o tagliatelle à bolonhesa. Muito saboroso e bem sequinho para os nossos padrões. Como fujo à regra, prefiro assim a la italiana.
No final, fomos pedir ao garçom que tirasse uma foto. Surpresa: ele queria sair nela.

Milão





2) Farinella

Fomos primeiro a um restaurante que tinha programado. Mas estaria aberto somente às 19h. Teríamos de aguardar uma hora. O cansaço fez-nos optar por voltar ao hotel. Na esquina da estação Cairoli, nos deparamos com o Farinella, cheio de gente. Como o ambiente era agradável, nos acomodamos por ali mesmo, com a satisfação de estarmos a poucos passos do hotel. O atendimento foi bem demorado. Enquanto isso, vimos passar pizzas margheritas com uma meia muçarela de búfala enorme no centro. Deu muita vontade de experimentar, mas já havíamos feito nosso pedido.
E meu prato foi esse aí. Lindo, né? Estava muito bom. Essa massa tipo penne gigante chama-se Paccheri. Al dente e saboroso. O único defeito: ser pouco.

3) Biffi

No Biffi, não só comemos muito bem como fomos tratadas com toda atenção e mimos. O dono é brasileiro de Bento Gonçalves. A referência foi uma reportagem da Globo com ele. Desde então, só ficava a sonhar com a bisteca milanesa. E não decepcionou. Recebemos pro-seco de brinde e um molho pesto da casa, para trazer para o Brasil. No final ainda ganhamos tacinhas de Limoncello. Uau! Como esquecer. Fechou com chave de ouro nossa estada em Milão e na Itália. 

Vou fazer um plus, citando os sorvetes que mais se destacaram. O primeiro foi em Assis, da Gelateria Snack ou Incontro, na esquina com a McDonalds, próxima à estação de trem. O outro nota mil foi saboreado em Sam Gimignano, na Gelateria di Piazza, na Piazza di Cisterna. Sensacional. Inesquecível. Em Veneza tomei um muitíssimo bom, mas não me recordo o nome.